Os cetáceos dos Açores
Cerca de 90 espécies de cetáceos — baleias, golfinhos e botos — vivem nos mares, oceanos e até em alguns rios do nosso planeta.
Nos Açores foram registadas oficialmente 29 espécies: um número impressionante para uma região tão pequena no meio do Atlântico.
Cada saída é única
Em média, os nossos clientes encontram 3 a 4 espécies diferentes por saída (2024-2025), e em dias recorde chegámos a ver 10 espécies em apenas 3 horas.
Em 99% das nossas saídas encontramos cetáceos, prova da riqueza e vitalidade das águas açorianas.
Ao planear a sua viagem, lembre-se de que as estatísticas semanais são apenas um pequeno retrato da realidade do oceano.
Aqui, cada dia é diferente. E cada encontro é inesquecível.
Saiba mais
Mais de 30 anos de observação e investigação
Desde 1993, o Espaço Talassa recolhe e organiza dados de milhares de saídas no mar.
Ainda assim, construir estatísticas precisas continua a ser complexo — cada espécie tem o seu comportamento, o seu habitat preferido e o seu ritmo migratório.
Por exemplo:
- Os cachalotes (Physeter macrocephalus) veem-se com frequência a poucas milhas da costa, por vezes muito perto (menos de 3 milhas), proporcionando avistamentos únicos e próximos.
- Os odontocetes (exceto os cachalotes) preferem geralmente águas profundas ao largo.
- Os golfinhos-pintados-do-Atlântico (Stenella frontalis) regressam ao arquipélago por volta de junho, quando a temperatura do mar chega aos 20 °C.
Frequência de avistamento por espécie
Observadas com frequência
- Physeter macrocephalus – Cachalote
- Delphinus delphis – Golfinho-comum
- Grampus griseus – Grampo
- Tursiops truncatus – Roaz
- Stenella frontalis – Golfinho-pintado-do-Atlântico
- Stenella coeruleoalba – Golfinho-riscado
Observadas ocasionalmente
- Globicephala macrorhynchus – Baleia-piloto-tropical
- Balaenoptera borealis – Baleia-sardinheira
- Balaenoptera physalus – Baleia-comum
- Balaenoptera musculus – Baleia-azul
- Mesoplodon bidens – Baleia-de-bico-de-Sowerby
- Megaptera novaeangliae – Baleia-de-bossa
- Hyperoodon ampullatus – Botinhoso
- Pseudorca crassidens – Falsa-orca
- Balaenoptera edeni – Baleia-de-Bryde
Raramente observadas
- Ziphius cavirostris – Zífio
- Kogia breviceps – Cachalote-pigmeu
- Balaenoptera acutorostrata – Baleia-anã
- Orcinus orca – Orca
- Mesoplodon densirostris – Baleia-de-bico-de-Blainville
- Mesoplodon europaeus – Baleia-de-bico-de-Gervais
- Globicephala melas – Baleia-piloto-de-barbatana-longa
- Steno bredanensis – Caldeirão
- Lagenodelphis hosei – Golfinho-de-Fraser
- Mesoplodon mirus – Baleia-de-bico-de-True
- Kogia sima – Cachalote-anão
Avistamentos de cetáceos — Espaço Talassa
Registo histórico de avistamentos de baleias e golfinhos na ilha do Pico, Açores · de 1994 até hoje
Cada linha é uma espécie. Cada coluna é um dia do mês escolhido. As células estão divididas em duas: cima = manhã · baixo = tarde. Uma célula colorida significa que a espécie foi avistada nessa saída.
| Espécie |
|---|
BW = Bad Weather (mau tempo) — saída cancelada devido ao estado do mar (não conta como saída).
Mapa de calor sazonal de avistamentos
% de saídas em que cada espécie foi avistada — normalizado pelo número de partidas por mês
Intensidade da cor = taxa de avistamento (% de partidas com pelo menos um avistamento). Branco = nunca registada. Melhor mês = taxa de avistamento mais alta dessa espécie no período escolhido.
Uma partida conta como bem-sucedida se for avistado pelo menos um cetáceo. Manhã e tarde contam separadamente.