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Pioneiros desde 1989

O Espaço Talassa nasceu em 1989, pela mão de Serge Viallelle e Alexandra Teles, dois anos depois de o último cachalote ter sido caçado nas Lajes do Pico. A vila que durante gerações viveu da baleia passou a ir vê-la, e fomos a primeira empresa do país a dar esse passo. Quase quarenta anos depois, continuamos a trabalhar como os baleeiros: um vigia em terra, um mestre no mar e um rádio pelo meio.


Mais de 35 anos de experiência no mar dos Açores

Andamos nestas águas há mais de 35 anos.
A equipa tem raízes no Pico, mas ao longo dos anos passaram por cá holandeses, alemães, ingleses, franceses, brasileiros e espanhóis. A bordo fala-se um pouco de tudo, e os cachalotes nunca se queixaram.


Um dos 10 melhores locais do mundo para observar baleias

As Lajes do Pico, na costa sul da ilha, estão entre os dez melhores locais do mundo para observar baleias e, sem falsa modéstia, são o melhor dos Açores.
Há pouco turismo de massas, poucos barcos à volta dos animais e muitas espécies. Ao fundo, a montanha do Pico, que insiste em aparecer em todas as fotografias.


28 das 29 espécies registadas nos Açores

Nos Açores estão registadas 29 espécies de cetáceos, e ao longo dos anos vimos 28. Falta-nos uma, e não perdemos a esperança. Os cachalotes estão cá todo o ano e são a razão de ser desta casa. Em março e abril passa a baleia-azul, o maior animal que alguma vez viveu na Terra, com as baleias-comuns, sardinheiras e de bossa, a caminho do norte. Da primavera ao outono, há outras espécies que nos fazem companhia quase todos os dias.


A Vigia da Queimada – exclusiva do Espaço Talassa

As saídas são dirigidas a partir da Vigia da Queimada, um posto de observação que não tem igual nos Açores.
Lá em cima estão sempre pelo menos dois vigias, que orientam no máximo quatro barcos. Encontram os animais, dizem ao mestre por onde ir e a que velocidade, e não deixam que ninguém se aproxime demais.
É um trabalho de confiança entre quem está em terra e quem está no mar, como no tempo da baleação.


Na medida certa, com baixo impacto

Temos semirrígidos de 12 e de 24 passageiros. Na maioria dos dias saímos no maior: mais pessoas na mesma saída, com o mesmo impacto no mar. Quando há muita procura, os mais pequenos também vão para o mar, para que ninguém fique em terra.

Todos os barcos têm motores a quatro tempos de baixas emissões, que fazem menos ruído e poluem menos.

No máximo 12 a 24 passageiros por barco, consoante o barco. Assim ainda dá para conversar com a tripulação, e para ouvir o sopro de um cachalote.


Antes e depois do mar

Antes de cada saída há um briefing multimédia de 15 a 20 minutos: biologia, comportamento, a história da baleação nos Açores, ecologia e a lei que nos diz até onde podemos ir.
No regresso, à volta de uma bebida, falamos do que vimos e respondemos às perguntas. As mais difíceis costumam vir das crianças.


Três décadas de avistamentos, partilhados com a ciência

Desde 1994, os nossos biólogos registam todas as saídas e todos os avistamentos. São mais de trinta anos de dados, um dos registos mais longos dos Açores, partilhados com projetos de investigação sobre os cetáceos do Atlântico Norte. Cada saída consigo entra nessa conta.


Turismo responsável

Por cada cliente, cerca de 0,50 € vai para um projeto de plantação de árvores e compensação de CO₂. Não resolve tudo, bem sabemos, mas é melhor do que fingir que um barco não polui.
Ao escolher o Espaço Talassa, apoia esta forma de trabalhar.


Turismo solidário

Ver baleias não deve ser um luxo para quem vive ao lado delas.
Com o Projeto Solidariedade, a população local (filhos de antigos baleeiros, estudantes, jovens e quem passa por dificuldades) pode sair connosco por uma contribuição simbólica de 39 €.


Reconhecidos em todo o mundo

Em mais de 35 anos, vieram às Lajes do Pico cientistas, fotógrafos e jornalistas de meio mundo, e o Espaço Talassa apareceu na National Geographic, na GEO, na Terre Sauvage, na Visão, no Público e em muitas outras publicações na Europa, nas Américas e na Ásia. Em 2010, o Serge Viallelle recebeu a Medalha de Mérito Turístico (grau prata), pelo papel pioneiro na observação de baleias nos Açores.


Transparência e realidade

Os nossos barcos são rápidos e feitos para o mar, não para o conforto.
Por segurança, não podemos levar grávidas, pessoas com mobilidade reduzida ou com osteoporose, ciática ou problemas semelhantes.
O conforto a bordo é básico. Em troca, há contacto direto com os elementos: sol, às vezes chuva, e salpicos quase sempre.

Os WC dos homens são a estibordo, os das mulheres a bombordo, ambos com vista infinita para o Atlântico.

Em 2017 deixámos de levar pessoas a nadar com golfinhos. Era demasiado intrusivo para os animais e arriscado para quem ia à água, e não conseguíamos continuar a fazê-lo de consciência tranquila.
O Serge explicou porquê numa carta aberta: Porque não deve nadar com golfinhos.