Sardinheira
Balaenoptera borealis
biology
À nascença, a baleia-sardinheira mede cerca de 4,5 m. No Atlântico Norte, os adultos atingem normalmente 12–16 m (até 21 m no hemisfério sul) e pesam entre 20 e 30 toneladas. As fêmeas são geralmente maiores do que os machos. Tem 220 a 410 barbas cinzento-escuras ou pretas de cada lado. Uma característica única destas barbas são as cerdas excecionalmente finas e sedosas, que lhe permitem filtrar presas muito pequenas. A esperança de vida estará acima dos 60 anos.
A sardinheira tem um corpo longo e hidrodinâmico, sobretudo cinzento-escuro ou cinzento-azulado, com o ventre branco muitas vezes marcado por cicatrizes circulares de lampreias ou de tubarões-charuto. Uma única crista longitudinal percorre o meio da cabeça. A barbatana dorsal é alta, falcada e fica relativamente à frente (a cerca de dois terços do dorso) em comparação com outros rorquais. Ao contrário da baleia-comum ou da baleia-de-bryde, as suas 32 a 62 pregas ventrais são curtas e terminam normalmente logo atrás das barbatanas peitorais.
A sardinheira produz um sopro em coluna alto (~3 m). Ao mergulhar, não arqueia o dorso de forma tão acentuada como outras grandes baleias. A sua passagem deixa muitas vezes «pegadas» — manchas circulares de água lisa causadas pela turbulência da cauda, mesmo quando não chega a romper a superfície.
Tem uma alimentação variada — pequenos peixes de cardume, lulas e krill — mas é também especialista em «desnatar» copépodes à superfície. Os grupos são geralmente pequenos, e as suas migrações entre as zonas de alimentação de verão em latitudes altas e as zonas de reprodução tropicais de inverno são menos conhecidas do que as de outras espécies.
A sardinheira tem um corpo longo e hidrodinâmico, sobretudo cinzento-escuro ou cinzento-azulado, com o ventre branco muitas vezes marcado por cicatrizes circulares de lampreias ou de tubarões-charuto. Uma única crista longitudinal percorre o meio da cabeça. A barbatana dorsal é alta, falcada e fica relativamente à frente (a cerca de dois terços do dorso) em comparação com outros rorquais. Ao contrário da baleia-comum ou da baleia-de-bryde, as suas 32 a 62 pregas ventrais são curtas e terminam normalmente logo atrás das barbatanas peitorais.
A sardinheira produz um sopro em coluna alto (~3 m). Ao mergulhar, não arqueia o dorso de forma tão acentuada como outras grandes baleias. A sua passagem deixa muitas vezes «pegadas» — manchas circulares de água lisa causadas pela turbulência da cauda, mesmo quando não chega a romper a superfície.
Tem uma alimentação variada — pequenos peixes de cardume, lulas e krill — mas é também especialista em «desnatar» copépodes à superfície. Os grupos são geralmente pequenos, e as suas migrações entre as zonas de alimentação de verão em latitudes altas e as zonas de reprodução tropicais de inverno são menos conhecidas do que as de outras espécies.
observation
A sardinheira ocorre em todos os oceanos, das latitudes subtropicais às altas, preferindo o mar aberto e águas profundas. É conhecida em todo o mundo pelas suas aparições imprevisíveis: pode surgir em grande número numa zona durante uma época (os chamados «anos de baleia-sardinheira») e depois desaparecer durante anos.
Dificuldades de identificação:
Face à baleia-comum (Balaenoptera physalus): a baleia-comum é maior e tem uma coloração assimétrica única (branca no lado direito da mandíbula inferior).
Face à baleia-de-bryde (Balaenoptera edeni): de perto, a baleia-de-bryde distingue-se facilmente pelas três cristas longitudinais na cabeça, enquanto a sardinheira tem apenas uma. Além disso, a baleia-de-bryde arqueia mais o dorso ao mergulhar.
Nos Açores, é uma espécie sazonalmente frequente, registada em cerca de 5% das saídas do Espaço Talassa. Passa normalmente pelas ilhas mais tarde do que os outros grandes rorquais, com avistamentos a partir de abril e pico em maio e início de junho.
Dificuldades de identificação:
Face à baleia-comum (Balaenoptera physalus): a baleia-comum é maior e tem uma coloração assimétrica única (branca no lado direito da mandíbula inferior).
Face à baleia-de-bryde (Balaenoptera edeni): de perto, a baleia-de-bryde distingue-se facilmente pelas três cristas longitudinais na cabeça, enquanto a sardinheira tem apenas uma. Além disso, a baleia-de-bryde arqueia mais o dorso ao mergulhar.
Nos Açores, é uma espécie sazonalmente frequente, registada em cerca de 5% das saídas do Espaço Talassa. Passa normalmente pelas ilhas mais tarde do que os outros grandes rorquais, com avistamentos a partir de abril e pico em maio e início de junho.
names
PT: Baleia-sardinheira
AÇORES: Sardinheira (Nota: «Finbeque» é tradicionalmente usado para a baleia-comum)
ENG: Sei whale
FR: Rorqual boréal
DE: Seiwal
IT: Balenottera boreale
ESP: Rorcual norteño
NL: Noordse vinvis
AÇORES: Sardinheira (Nota: «Finbeque» é tradicionalmente usado para a baleia-comum)
ENG: Sei whale
FR: Rorqual boréal
DE: Seiwal
IT: Balenottera boreale
ESP: Rorcual norteño
NL: Noordse vinvis
Nome científico
Balaenoptera borealis
Descoberta
Lesson, 1828